Resumo do III Fórum Mundial da Cultura Taurina (2014)

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  • Dia 1 – Sessão inaugural / Día 1 – Sesión inaugural
  • Primeira jornada do III Fórum Mundial da Cultura Taurina

    OS VALORES ECOLÓGICOS E CULTURAIS DA GANADARIA BRAVA, ANALISADOS NA JORNADA INAUGURAL DO FORUM

    Os benefícios ecológicos da criação do toiro d lide, na Ilha Terceira e a evolução da bravura como valor cultural, foram profundamente dissecados na sessão que decorreu na parte da manhã do primeiro dia do III Forúm Mundial da Cultura taurina, que se celebra entre hoje e próximo domingo nos Açores.
    No auditório da localidade de Praia da Vitória, vários especialistas locais, ligados aos ensino superior, insistiram em realçar a natureza peculiar destas ilhas, desertas há cinco séculos, onde o fenómeno da povoação humana foi um desafio com a introdução do toiro bravo, logo nos seus inícios.
    Segundo Manuel Dias, biólogo e professos da Universidade dos Açores, “a introdução do toiro bravo perturbou sensivelmente a paisagem dominante, mas alterou para melhor a flora desta ilha”. Também Henrique Silva, etnógrafo e director do SIARAM, falando sobre a vida natural dos Açores, assegurou que, desde há 500 anos que o toiro bravo defende zonas muito importantes da Terceira, uma das partes da Europa de maior riqueza médio ambiental.
    O historiador Maduro Dias, retomou uma frase do orador anterior e reafirmou-se “como indígena desta ilha, que necessita de toiros para viver”, centrando esta afirmação na história da identificação dos terceirenses com as ganadarias de bravo e com a tauromaquia, tanto na sua vida diária, como no ritmo do trabalho e do lazer, o que faz com que quase todos se considerem “uns seres privilegiados”.
    Finalmente, Pedro Correia, a propósito do seu trabalho de tese em Ciências Agrárias, dissertou sobre a sustentabilidade da criação do toiro bravo nos Açores, fazendo uma evolução histórica das ganadarias terceirenses e dos seus encastes.
    Estas comunicações foram antecedidas de uma sessão solene de abertura dos trabalhos deste forúm, onde participaram Nuno Lopes, Director Geral da Cultura e em representação do governo regional e também representantes da Camaras de Angra do Heroismo e Praia da Vitória.
    No discurso de abertura deste Forum, o presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Arlindo Teles, assegurou que esta organização mantem a mesma ambição de há cinco anos, isto é, ajudar a festa, pesem embora as actuais dificuldades politicas e sociais.
    Para Teles, este III Forum sobre a defesa dos valores da tauromaquia, “mais que uma reivindicação da nossa cultura é uma afirmação da nossa identidade”.
    O biólogo espanhol Fernando Gil Cabrera fechou as jornadas desta manhã, abordando o tema dos Valores Culturais da Criação do Toiro e sua Evolução Fisiológica”.

    Primera jornada del III Fórum Mundial de la Cultura Taurina en Azores

    LOS VALORES ECOLÓGICOS Y CULTURALES DE LA GANADERÍA BRAVA, ANALIZADOS EN LA MATINAL

    Los beneficios ecológicos de la crianza del toro de lidia en Isla Terceira y la evolución de la bravura como valor cultural fueron profundamente analizados en la primera sesión matinal del III Fórum Mundial de la Cultura Taurina que se celebra estos días en las Azores.
    En el auditorio de la localidad terceirense de Praia da Vitoria, varios expertos locales insistieron en la peculiar naturaleza de estas islas, ajenas al ser humano hasta hace cinco siglos y cuya población fue un desafío cultural al que ayudó en gran medida el toro bravo.
    Según Manuel Dias, biólogo y profesor de la Universidad de Azores, “el pastoreo del bravo perturbó sensiblemente el paisaje original pero alteró, para mejor, la flora de la isla”. Por su parte, Enrique Silva, etnógrafo y director de la web SIARAM sobre la vida natural de las Azores, aseguró que desde hace cinco siglos el toro bravo defiende zonas muy importantes de Terceira, una de las partes de Europa de mayor riqueza medioambiental.
    El historiador Maduro Dias retomó una frase de Silva -“Como indígena de esta isla, necesito los toros para vivir”- incidiendo en la histórica identificación de los terceirenses con la ganadería de bravo y la tauromaquia, tanto en su vida diaria como en el ritmo de trabajo y de ocio, lo que les hace ser “unos seres privilegiados”.
    Finalmente, Pedro Correia, a propósito de su tesis doctoral en Ciencias Agrarias sobre la sostenibilidad de la crianza de bravo en Azores, se remontó a la historia y la evolución de las ganaderías terceirenses y sus encastes.
    La jornada matinal estuvo precedida de un solemne acto de apertura en el que participaron varios miembros de las instituciones locales, entre ellos el Director General de Cultura, Nuno Lopes, en representación del Gobierno Regional de las Azores, así como el historiador Jorge Forjas, que se remontó trescientos años atrás en la memoria de taurina de Azores a través de varios documentos relacionados con su propia familia.
    En el discurso de apertura, el presidente de la Tertulia Tauromáquica Terceirense, Arlindo Teles, aseguró que la organización del Fórum tiene la misma ambición de ayudar a la fiesta de los toros que hace cinco años, cuando se creó el evento, pese a las crecientes trabas y a la incómoda situación política y social. Para Teles, este III Fórum sobre la defensa de los valores de la tauromaquia “más que una reivindicación de nuestra cultura es una afirmación de nuestra identidad”.
    El biólogo español Fernando Gil Cabrera cerró la jornada con la ponencia “Valores culturales de la crianza del toro y su evolución fisiológica”, en la que abordó con imágenes la evolución cultural de la bravura en el último siglo. Los videos le sirvieron de preámbulo para explicar también científicamente la agresividad del toro, así como la fisiología del estrés en el cerebro y el sistema nervioso del animal para responder a la lidia.
    El profesor Gil Cabrera dio a conocer un estudio realizado con varios ejemplares destinados a la lidia ordinaria y a los recortes, del que se deduce que las cantidades de serotonina son determinantes para la mayor o menor agresividad de las reses bravas.

  • Dia 1 – Sessão da tarde / Día 1 – Sesión de la tarde
  • III Forúm Mundial da Cultura Taurina

    AMÉRICA E FRANÇA EM DESTAQUE NA SESSÃO DA TARDE DO PRIMEIRO DIA

    Os valores integradores da festa nas Américas e a luta dos toureiros em França centraram as atenções dos assistentes no primeiro dia do fórum realizado na ilha Terceira, nos Açores.
    Uma mesa redonda onde participaram os represantantes do Equador, Colômbia e México. Santiago Aguilar, jornalista equatoriano foi empolgante ao descrever a luta dos aficionados do seu país, cujas raízes se encontram nas comunidades indígenas,
    “Das quinhentas ganadarias que existem no Equador, trezentas pertencem a estas comunidades, à frente das quais está um maioral designado naquele país como Chagra.
    Mas a demagogia politica daquele país, considera, erradamente, o toureio como um costume imposto e mantido contra a cultura tradicional equatoriana, conclui Aguilar,
    Por sua parte, Victor Diusabá, falou da permanência dos toiros na Colômbia como um acto de fé, assegurando que esta actividade tem estado, desde sempre, unida com a história do país. Por isso, o encerramento da praça de toiros de Santamaria, na capital , Bogotá, ordenada pelo Presidente do município Gustavo Petro, é um grave atentado aos taurinos e à cultura daquele país. A praça foi sempre um termómetro político e social na capital onde governo e opositores iam medir a sua popularidade.
    Agora tudo depende do Tribunal Constitucional, sobre quem vai recair a decisão de validar, ou não, a decisão do presidente da cidade.
    Concluiu esta ronda dos aficionados americanos, António Labra, também ele jornalista e escritor azteca.
    Fez uma extensa descrição histórica sobre a evolução do toureio mexicano, por onde trespassaram os nomes dos toureiros mais importantes daquele país.
    No último acto do dia foi efectuada a projecção do filme “O combate e a esperança”, que relata a luta dos toureiros franceses, nos anos setenta, para se imporem no seus país, abrindo o caminho que estava muito ocupado pelos toureiros espanhóis, com a presença do seu realizador Jacques Boyer e do matador francês Richard Milián, acompanhados do jornalista Vincent Bourg “Zocato”.
    Um colóquio animado e muito natural, com referencias a Simón Casas, Roberto Piles, Frederic Pascal, Jacquito, Chinito de Francia e aos irmãos Montcouquiol. Estes foram os percussores para a óptima situação actual dos toureiros e do toureio em França.

    Continúa el intenso III Fórum Mundial de la Cultura Taurina en Azores

    AMÉRICA Y FRANCIA CENTRARON LA SESIÓN DE LA TARDE PRIMERO DIA

    Los valores integradores de la fiesta de los toros en América y la lucha de los toreros franceses de los años setenta centraron la sesión de tarde de la primera jornada del Fórum Mundial de la Cultura Taurina que se está celebrando en la azoreña Isla Terceira.
    Las raíces taurinas de los países americanos se analizaron en una mesa redonda que abrió el periodista ecuatoriano Santiago Aguilar, quien habló de la secular identificación con el toro de las comunidades indígenas andinas como base de la Fiesta en Ecuador.
    La llegada del ganado bravo a América a primeros del siglo XVI, según Aguilar, aumentó el sincretismo entre las costumbres autóctonas y las españolas, hasta el punto de que “los indígenas tienen marcado en su piel el toro de lidia, tanto en sus costumbres como en su forma de vida y su lenguaje”.
    “De las quinientas ganaderías que existen en Ecuador, trescientas pertenecen a comunidades andinas, con una figura característica al frente como es el chagra, el vaquero autóctono de los Andes. La Fiesta ecuatoriana vive anclada en el pueblo y está asimilada por el indigenismo, lo que desmonta esa demagogia política que considera el toreo como una costumbre impuesta y mantenida contra la cultura local”, concluyó Aguilar.
    Por su parte, el escritor y periodista colombiano Víctor Diusabá habló de la permanencia de los toros en su país como “un acto de fe”, asegurando que el toreo está unido permanentemente a su historia. Y, desde ese punto de vista, señaló la importancia en la vida de Bogotá de la plaza Santamaría, cerrada recientemente al toreo por el alcalde Gustavo Petro.
    Desde su inauguración en los años treinta, el coso se convirtió no sólo en una plaza de primer orden, sino también en un decisivo escenario social y político, hasta el punto de que desde sus tendidos se llegaron a provocar caídas de gobiernos. “En realidad, era un termómetro político donde gobernantes y opositores iban a medir su popularidad”, explicó Diusabá.
    Frente al que considera arbitrario cierre de la plaza bogotana, el periodista colombiano cree que “Petro, en su uso del poder, ha olvidado que uno de los derechos a defender es el de la libertad. Pero ahora en Bogotá estamos a expensas de la decisión de la Corte Constitucional para volver a escuchar el pasodoble en una plaza donde han toreado las máximas figuras de todas las épocas”, concluyó.
    El turno de los ponentes americanos lo cerró Juan Antonio de Labra, que disertó sobre el sentimiento mexicano del toreo, en referencia a la “idiosincrasia de una nación que ha definido un carácter y una forma muy especial de expresarse ante el toro”.
    De Labra explicó que desde la llegada del diestro gaditano Bernardo Gaviño a México, a mediados del siglo XIX, se abrió una particular vía taurina que ya empezó a tomar entidad con Ponciano Díaz, creador de una tauromaquia mixta, a caballo y a pie, con mezcla de elementos charros y españoles.
    Rodolfo Gaona, Armillita, Pepe Ortiz, El Soldado, Lorenzo Garza, Silverio Pérez, Manuel Capetillo, El Ranchero, Manolo Martínez y David Silveti son para el director de altoromexico.com “los eslabones de una espiral que ejemplifica ese sentimiento que se apoya en un toro producto también del mestizaje. Es así, y ante un público muy receptivo a las emociones, como se ha creado una estética que ha llamado la atención del mundo del toro”, finalizó.
    En el último acto del día se proyectó en primer lugar el documental “El combate y la esperanza”, sobre la lucha de los toreros franceses de los años setenta para abrirse paso en el toreo de su tiempo, muy cerrado por los diestros españoles.
    El realizador de la película, Jacques Boyer, el matador de toros Richard Milian y el periodista Vincent Bourg “Zocato” participaron después en un animado coloquio en el que se repasó aquella época protagonizada, ente otros, por los hermanos Montcouquiol, Simón Casas, Frederic Pascal, Jacquito, Chinito de Francia o Roberto Piles.
    Pese al valor moral de aquellos toreros en su empeño por alcanzar un sueño aparentemente inalcanzable y que no terminaron de conseguir, todos los participantes coincidieron en señalar que esa lucha consiguió abrir el camino hacia la óptima situación actual del toreo francés.

  • Dia 2 – Sessão da manhã / Día 2 – Sesión de la mañana
  • Segunda manhã do III Fórum Mundial da Cultura Taurina

    JUAN MEDINA FEZ UMA LÚCIDA APRESENTAÇÃO DA REAL SITUAÇÃO ECONÓMICA DA FESTA BRAVA ACTUAL

    Os trabalhos deste segundo dia iniciaram-se com uma conferência sobre os “Valores Económicos da Tauromaquia” por Juan Medina, professor de teoria económica da Universidade da Extremadura – Badajoz.
    Este académico revelou com dados concretos a grande riqueza que gera a Festa Brava, assim como desmontou as mentiras sobre as quais, nesta matéria, se baseiam as campanhas antitaurinas.
    O professor Medina recordou o último inquérito de Gallup no qual mais de 17 milhões de espanhóis mostram interesse pelas corridas de toiros e explicou como na temporada de 2012 foram à volta de 5,5 milhões os assistentes a espectáculos taurinos em praças de toiros, por entre outros vinte de festejos populares.
    A partir dessa base, a arrecadação fiscal dos toiros para o estado espanhol nesse ano foi de mais de 25 milhões de euros, que se somaram aos efeitos indirectos totalizando um impacto económico de 590 milhões de euros por todo o país taurino.
    Apoiando-se em informações macroeconómicas do país vizinho e a nível mundial, Medina fez também um significativo paralelismo com os dados da tauromaquia espanhola e demostrou a sua estreita relação, para bem ou para mal, ao longo da história recente.
    Finalmente desmascarou o que definiu como “mentiras antitaurinas”, e especialmente a recorrente falácia de que a tauromaquia recebe em Espanha 600 milhões de euros em subsídios estatais, que não existem nem da parte da União Europeia, nem nos Orçamentos Gerais do Estado, nem tão pouco das comunidades autónomas. “Muito pelo contrário, são os toiros que contribuem para o Estado com os seus impostos”, finalizou Juan Medina.
    Sob o tema “Os Valores Sociais da Festa dos Toiros”, os participantes escutaram, seguidamente, intervenções de três entidades portuguesas e de um espanhol, Alejandro Pizarroso, catedrático da Faculdade de Ciências da Informação Complutense de Madrid que, com o seu verbo fácil, prendeu a atenção do auditório e que foi aliás o primeiro a usar da palavra. Pizarroso, exortou a que os planos de comunicação taurinos fossem elaborados por empresas que não soubessem de toiros e defendeu que a tauromaquia não pertence às ideologias mas sim às pessoas inteligentes.
    Por seu turno, o escritor e jornalista Miguel Sousa Tavares declarou-se defensor dos toiros e contrário ao pensamento politicamente correcto que pretende proibir o que não entende. Sousa Tavares aludiu ao grande suporte sociológico e cultural com conta a tauromaquia em Portugal.
    “Eu aceito discutir sobre qualquer assunto, mas não aqueles que se põem num plano de superioridade e que não pretendem trocar ideias, mas apenas vencer. Apesar da minha ignorância, o que sei é que há muitos séculos que esta forma de espectáculo inspiram os povos. A palavra proibir é a palavra mais perigosa do dicionário”, disse.
    Na mesma linha versou a intervenção de Helder Milheiro, perito em marketing e membro da Comissão Executiva da Protoiro – Federação Portuguesa das Associações Taurinas, apoiando-se numa recente sondagem publicada em 2011. Nela, mais de 80 por cento dos portugueses se declararam contrários à proibição da Tauromaquia. Milheiro descreveu várias estratégias de comunicação enfocadas na divulgação da Festa Brava e lançou uma mensagem positiva sobre o potencial deste espectáculo na sociedade.
    Por último, o coordenador do Clube Taurino do Agrupamento de Escolas de Alter do Chão, o professor do ensino secundário Marco Gomes, mostrou um novo projecto de divulgação de afición taurina nas escolas, no qual se transmitem aos adolescentes os valores do respeito, a convivência e solidariedade para com os outros através de visitas, palestras e outras actividades, sob o lema “aqui nascem aficionados”.

    Segunda matinal del III Fórum Mundial de la Cultura Taurina

    JUAN MEDINA HIZO UN LÚCIDO INFORME DE LA SITUACIÓN ECONÓMICA DEL TOREO ACTUAL

    Juan Medina, profesor de Teoría Económica de la Universidad de Extremadura, hizo una clarividente exposición de la actual situación económica de la Tauromaquia, durante la segunda jornada matinal del III Forum Mundial de la Cultura Taurina que se celebra en Isla Terceira.
    En su ponencia, titulada “Valores económicos de la fiesta de los toros”, Medina reveló con datos concretos la gran riqueza que genera la Fiesta así como desmontó las mentiras sobre las que, en esta materia, se basan las campañas antitaurinas.
    El profesor Medina recordó la última encuesta de Gallup en la que más de 17 millones de españoles mostraban interés por las corridas de toros y explicó como en la temporada de 2012 fueron alrededor de 5,5 millones los asistentes a espectáculos mayores, por otros veinte a los festejos populares.
    Sobre esa base, la aportación fiscal de los toros al estado español en ese año fue más de 25 millones de euros, que se sumaron a los efectos indirectos hasta provocar un impacto económico de 590 millones de euros en las zonas taurinas del país.
    Apoyándose en las macrocifras de la economía española y mundial, Medina hizo también un significativo paralelismo con las cifras de la tauromaquia española y demostró su íntima relación, para bien o para mal, a lo largo de la historia reciente.
    Finalmente desenmascaró lo que definió como “mentiras antitaurinas”, y especialmente la extendida falacia de que la tauromaquia recibe en España 600 millones de euros en concepto de subvenciones, que no existen ni en las partidas de la Unión Europea, ni en los Presupuestos Generales del Estado, ni apenas en las comunidades autónomas. “Muy al contrario, son los toros los que financian a las instituciones”, finalizó Medina.
    Cerró la mañana la mesa redonda “Los valores sociales de fiesta de los toros”. Alejandro Pizarroso, catedrático de la Facultad de Ciencias de la Información de la Universidad Complutense de Madrid, exhortó a que los planes de comunicación taurinos deberían ser elaborados por empresas que no supieran de toros y sostuvo que el toreo no pertenece a las ideologías sino a las personas inteligentes.
    Por su parte, el escritor y periodista Miguel Sousa Tavares se declaró defensor de los toros y contrario al pensamiento políticamente correcto que pretende prohibir lo que no entiende. Sousa Tavares aludió al gran respaldo sociológico y cultural con el que cuenta la tauromaquia en Portugal.
    En la misma línea versó la intervención de Helder Milheiro, experto en marketing y miembro de la Comisión Ejecutiva de Protoiro, apoyándose en una reciente encuesta demoscópica publicada en 2011. En ella más del 80 por ciento de los portugueses se muestran contrarios a la prohibición de los toros. Milheiro describió varias estrategias de comunicación enfocadas a la divulgación del toreo y lanzó un mensaje positivo sobre la potencialidad del espectáculo en la sociedad.
    Por último, el Presidente del Club Taurino de Agrupamiento de Escuelas de Alter do Chao, el profesor de secundaria Marco Gomes, mostró un novedoso proyecto de divulgación de la afición taurina en las escuelas, en el que se transmiten a los adolescentes los valores del respeto, la convivencia y solidaridad con los demás.

  • Dia 2 – Sessão da tarde / Día 2 – Sesión de la tarde
  • Os protagonistas da arena falaram durante a tarde deste segundo dia

    TOUREIROS E FORCADOS REALÇARAM OS VALORES QUE SÃO VITAIS NA TAUROMAQUIA

    Na primeira mesa redonda da tarde, abordou-se o tema da Solidariedade na arena, com a participação de Simão Comenda, João Simões, José Fernando Potier e Adalberto Belerique, o único que está no activo, como cabo do grupo da Tertúlia Terceirense.
    Foram eloquentes os vários exemplos relatados por estes veteranos, vinculados a um companheirismo inviolável, como código de conduta entre os forcados portugueses.
    “Quanto mais passa o tempo, mais me orgulho de ter sido forcado, fazendo parte desta família, que reconhece os valores da ajuda, do amparo e da amizade, como parte essencial para o que pretendem fazer, que é divertirem-se a pegar os toiros, com arte e alegria”, afirmou Simão Comenda.
    João Simões, antigo cabo do Grupo do Aposento da Moita, relatou vários incidentes que teve durante a sua passagem pelo grupo, explicando de que forma a solidariedade entre todos foi importante para os ultrapassar, realçando o recente acidente do forcado Nuno Mata, que ficou tetraplégico. O movimento que se gerou à sua volta, é uma lição de vida para todos.
    José Fernando Potier, que dirige agora os destinos da Associação Nacional dos Grupos de Forcados, afirmou que, “no caso particular dos forcados o essencial é ser humilde, porque o grupo está e estará sempre acima do indivíduo. Por isto, os forcados pensam mais nos outros do que em si próprios, actuam em muitas acções benéficas”.
    Finalmente, Adalberto Belerique, explanou à assistência a recente digressão do grupo por terras das Américas e os muitos casos que ali se deram que evidenciam a forma como ser solidário é sempre mais importante que ser herói individual.
    “A pega é, também ela, um acto solidário com oito homens que, ajudando-se uns aos outros, alcançam a imobilização do toiro de uma forma artística, que demonstra destreza e valor colectivo”.
    Os matadores de toiros José Luís Bote, El Fundi e Cristina Sánchez, assim como vários forcados portugueses, dividiram as atenções da plateia na sessão vespertina deste segundo dia do III Fórum da Cultura Taurina que se realiza na Ilha Terceira, Açores.
    Tanto uns como outros recordaram os exemplos múltiplos de valores que a tauromaquia lhes trouxe, tanto no plano profissional com principalmente no plano pessoal.
    Os toureiros espanhóis subiram ao palco, depois da exibição do filme “Tú Solo”, de Teo Escamilla, rodado sobre os primeiros tempos da Escola Taurina de Madrid, por onde aliás passaram os palestrantes, abordando o tema “Valores Educativos do Toureio, na Infância e Adolescência”.
    Bote e Fundi, recentemente empossados como directores da escola, disseram da necessidade de passar aos jovens alunos os valores que então receberam e que muito lhes serviram ao longo da vida.
    Pela sua parte, Cristina Sánchez reafirmou que “o entusiasmo e o esforço que implica querer ser toureiro, também são fundamentais para aplicar em outras forma de vida e não só na arena”. Por isso a escola de toureio de Madrid foi para ela não só um centro de aprendizagem profissional, mas ajudou-a e muito a preparar-se para o mundo,
    E concluiu: “O querer ser toureiro é outra história, pois é uma profissão muito diferente de todas as outras. Mas na realidade, nós os toureiros, somos uns privilegiados, por termos podido viver e sentir tantas emoções graças ao toureio. Ele exige-te muito, mas também te dá tudo, quando te entregas”.

    Los protagonistas del ruedo tomaron la palabra en la sesión de tarde

    TOREROS Y FORCADOS ENSALZAN LOS VALORES VITALES DE LA TAUROMAQUIA

    En la primera mesa redonda de la tarde se trató “El valor de la solidaridad sobre la arena”, con la participación de forcados de distintas épocas que expusieron, con elocuentes ejemplos el gran compañerismo que existe en esta especialidad colectiva del toreo portugués, y que puede considerarse un gran ejemplo para la sociedad actual.
    El veterano Simão Comenda, legendario forcado del grupo de Montemor, aseguró que el espíritu solidario se siente “desde el momento en que uno se integra en el grupo, por la estrecha relación que existe entre todos. Pero, en general, todo el toreo está impregnado de solidaridad, tanto en el ruedo, con los compañeros, como fuera de él, con los más necesitados. Cuanto más tiempo pasa más orgulloso me siento de haber sido forcado”, reconoció Comenda.
    João Simões, antiguo cabo del grupo de Aposento da Moita, explicó que la solidaridad del forcado ya está presente desde sus orígenes como figura taurina, cuando salían al ruedo para defender al rey bajo su palco, pero sobre todo permanece en el gran compañerismo que existe en los momentos más graves y delicados de la lidia y en las convalecencias.
    Por su parte, José Fernando Potier, presidente de la Asociación Nacional de Grupos de Forcados, considera que ya desde el entrenamiento el forcado está ayudando a sus compañeros. “En este campo –explicó- es importante aprender a ser humilde porque lo primero es el grupo, no el individuo. Y por eso un importante hombre de marketing de Portugal quiso que expusiera a sus trabajadores nuestro ejemplo buscando el mejor funcionamiento de su empresa”.
    “En ese sentido, aseguró Potier, los forcados somos aficionados y actuamos en muchos actos benéficos, pero a veces pensamos mucho en los demás y poco en nosotros”, poniendo en evidencia la falta de seguros médicos y los problemas de atención que de siempre han tenido los grupos de forcados.
    Finalmente, Adalberto Belerique, cabo del grupo de forcados de la Tertúlia Tauromáquica Terceirense, organizadora de este Fórum, resumió la filosofía del forcado con esta frase: “La pega (el acto de enfrentarse e inmovilizar a un toro a cuerpo limpio) es un acto de solidaridad ente ocho personas, de los unos con los otros y de todos con el grupo”.
    Los matadores de toros José Luis Bote, El Fundi y Cristina Sánchez así como varios forcados portugueses protagonizaron la tarde de la segunda jornada del Fórum Mundial de la Cultura Taurina que se celebra en las Azores, y tanto unos como otros ensalzaron los múltiples valores que la tauromaquia les ha aportado tanto profesionalmente como en su vida personal.
    Los toreros tomaron la palabra tras la emisión de la película “Tú solo”, de Teo Escamilla, un documental sobre los inicios de la Escuela Taurina de Madrid que sirvió como preámbulo de una mesa redonda sobre “Los valores educativos del toreo en la infancia y la adolescencia.
    Bote y Fundi, como nuevos directores de ese centro, coincidieron en señalar que es necesario inculcar a las nuevas generaciones los valores que les enseñaron sus maestros y que tanto les han servido a todos los niveles de su vida.
    Según José Luis Bote, “los chavales de ahora no están acostumbrados a la dureza de entonces, que en realidad es la que impone el propio toro. Pero es así, con disciplina y exigencia, como se asimilan valores presentes en el toreo como la voluntad, el sacrificio, la capacidad de superación, la responsabilidad, la perseverancia, la honestidad, el respeto y hasta la puntualidad. Esos valores no se deben perder ni en el toreo ni en la sociedad”, recalcó.
    El Fundi incidió en su nueva vertiente taurina, y aseguró que le gustaría “hacer sentir a los chavales de ahora valores que se han perdido en todos los campos e inculcarles la pasión y el respeto por una profesión tan bonita y tan difícil, que es, además, una escuela de vida. Porque, más allá de si se llega a ser figura o no, el toreo te enseña a andar por la vida de una manera recta y digna”.
    Por su parte, Cristina Sánchez redundó en que “el tesón, el esfuerzo y todas esas cosas que implica el hecho de ser torero también son primordiales para la vida. El tener que afrontar desde niño responsabilidades directas de cara a tu futuro te lleva luego a afrontar circunstancias complicadas de la vida con gran entereza”.
    “Lo de ser torero –añadió la torera madrileña- es otra historia, una profesión muy diferente a todas las demás. En realidad, somos unos privilegiados por haber podido vivir y sentir tan profundamente gracias al toreo. Te lo exige todo, incluso estar dispuesto a morir, pero también te lo da todo cuando te entregas”.

  • Dia 3 – Sessão de encerramento / Día 3 – Sesión de cierre

  • Conversas à volta do tema do livro Diálogo com Navegante

    Leitura das conclusões do Forum

    ENCERRA EM ANGRA DO HEROISMO O III FORUM MUNDIAL DA CULTURA TAURINA

    A meio da manhã deste domingo, dois filósofos, um cirurgião e um jornalista reuniram-se numa última mesa redonda, comentando o discurso de José Tomás, quando recebeu o prémio Paquiro no Palácio da Bolsa, em Madrid e que veio a resultar na publicação de um livro intitulado Diálogo com Navegante, toiro que colheu o matador em Aguascalientes, no México em 2010.
    Rogélio Perez Cano, cirurgião particular de José Tomás e director da fundação com o nome do toureiro, assistiu à cornada daquela tarde e pôde testemunhar que tudo o que Tomás referiu naquele discurso é de uma integral verdade e corresponde a uma visão mais transcendental de um toureiro com o toiro que quase lhe tirou a vida. “Os valores do valor”, tema desta mesa redonda, assentam assim como uma luva ao “Navegante” e ao seu lidador.
    Araceli Guillaume, pensadora franco-espanhola na universidade da Sorbonne, que também participa nesta publicação, chamou a atenção para a referência de solidariedade que o toureiro fez ao destinar o valor do prémio a duas instituições que acodem a carenciados de comida. Ainda e mais uma vez o valor dos toureiros transformado em ajuda humanitária.
    Francis Wolff, também filósofo, a viver e trabalhar em Paris, quis centrar a sua intervenção no facto de José Tomás considerar que no decorrer do seu diálogo com o toiro que o feriu ter transformado o seu desagrado inicial em compreensão pelo que lhe aconteceu. “Tomás ultrapassou a simples descrição dos factos para um patamar de os tentar entender, como seja o de justificar o acto da colhida como o saldo de uma factura pendente que todos os toureiros e toiros têm entre si”.
    Paco Aguado, jornalista taurino e profundo conhecedor do tema, moderou com maestria esta mesa redonda, ele que no livro que mencionamos também aduziu um texto intitulado “Verdades sobre a arena”.
    O interessante deste livro resulta das reflexões que os vários colaboradores fazem das partes do discurso do matador madrileno, naquela cerimónia que deveria ser apenas tarde de prémios, e nada mais, e se converteu por fim em tema de conversa que chega agora a um forúm mundial.
    O último acto deste encontro, que assim diz adeus a esta ilha – que segundo as palavras de Miguel Sousa Tavares – “é um pedaço de lua caída na imensidão deste mar” foi a leitura das conclusões deste III Fórum, onde se cruzaram sensibilidades e opiniões e onde se procurou dar um passo à frente em prol da consolidação e das raízes dos povos dos países onde existe o gosto comum pela tauromaquia.

    CONCLUSÕES DO III FÓRUM MUNDIAL DA CULTURA TAURINA

    Desde a Ilha Terceira, capital taurina do Atlântico, os congressistas, participantes e organizadores do III Fórum Mundial da Cultura Taurina, uma vez concluídas as três jornadas de debate sobre a transcendência da tauromaquia na sociedade do século XXI, chegamos às seguintes conclusões:
    Que a festa dos toiros se sustém sobre a base de valores essenciais que, embora possam ter perdido vigência na chamada era da globalização, seguem oferecendo vivos exemplos de ética e autenticidade.
    Contra o doutrinamento do politicamente correto, a tauromaquia mantém-se como um experiência de beleza, paixão e inteligência que deveria ganhar espaço como modelo de comportamento para uma sociedade que vai perdendo as suas referências essenciais.
    Os valores humanos, ecológicos, culturais, sociais, económicos, educativos e éticos que afloram de maneira evidente nos distintos ritos taurinos representam por si mesmos uma lição de vida, uma perfeita guia alternativa à deriva desumanizadora dos difíceis tempos actuais.
    É por tanto, obrigação das gentes do toiro, tanto profissionais como aficionados, difundir com orgulho todos os valores deste legado cultural de séculos com uma atitude positiva e sem complexos, reivindicando-os entre os indiferentes e frente aos seus opositores como argumentos incontestáveis que desmontam as manipuladas campanhas que buscam a desaparição da Festa.
    É assim que, numa frase de um dos palestrantes desta edição, como indígenas da Terceira e de todos os países taurinos, muitos milhões de pessoas em todo o mundo necessitamos do toiro, esse animal admirável, para seguir sentindo-nos vivos.
    Com esse mesmo afã, com o que se passou a designar como “o Espírito dos Açores”, os organizadores deste Fórum Mundial da Cultura Taurina voltam a convocá-los para dentro de dois anos, em Angra do Heroísmo, centro geográfico do universo taurino, continuar a alimentar esta nossa irmanada paixão com mais trabalho e novas reflexões.

    Última jornada del III Fórum Mundial de la Cultura Taurina en Azores

    UNA PROFUNDA REFLEXIÓN SOBRE LOS VALORES DEL TOREO, A PROPÓSITO DE JOSÉ TOMÁS

    La última jornada del III Forum Mundial de la Cultura Taurina resultó una rotunda y profunda reflexión sobre los valores de la Tauromaquia, tanto en la mesa redonda que centró la sesión como en las conclusiones del evento, que leyó en tres idiomas el filósofo francés Francis Wolff.
    La mañana se abrió con el tema “Los valores del valor”, a propósito de las reflexiones del libro “Diálogo con Navegante”, en el que varios autores, entre ellos el Nobel Vargas Llosa, desarrollan las palabras del torero José Tomás en la entrega del premio “Paquiro” de 2012.
    La mesa redonda, moderada por el periodista Paco Aguado, autor también de uno de los capítulos del libro, estuvo salpicada de los ejemplos de valores que cada día ofrece la tauromaquia a la sociedad.
    Rogelio Pérez Cano, médico personal de José Tomás y director gerente de su Fundación, abrió el debate asegurando que la grave cornada sufrida en Aguascalientes cambió al torero de Galapagar, hasta llevarle a hacer las profundas reflexiones sobre su oficio que manifestó en el discurso.
    Para Pérez Cano, “Diálogo con Navegante” muestra, a través de los distintos autores, los valores que representa el toreo, que el respeto y la compenetración entre toro y el torero son claros ejemplos de la verdad y la libertad que aporta la tauromaquia.
    Por su parte, la doctora en Filología Hispánica y profesora de Historia de la Universidad de la Sorbona de París, Araceli Guillaume, explicó cómo la solidaridad del toreo con la sociedad siempre ha estado presente.
    Del mismo modo, la profesora bilbaína se refirió al compromiso del torero con la vida, con la sociedad y consigo mismo para que su entrega en la plaza sea incondicional, dando un ejemplo de honestidad.
    El filósofo francés Francis Wolff explicó que el discurso de José Tomás “no fue el de un torero sino el de un filósofo en toda regla”. Según el catedrático de filosofía por la École Supérieure Normále de Paris, las cualidades que tiene que reunir un matador son el valor, la ética y la estética.
    Como ejemplo puso la actuación de José Tomás en el anfiteatro romano de Nîmes en 2012, de la que dijo que produjo “fascinación en todo el público, incluso en personas que iban por primera vez a los toros y que estaban en contra de las corridas.
    Seguidamente se proyectó el documental francés “Ce Monsieur”, de Michel Dumas, sobre aquella misma corrida en la que José Tomás actuó como único espada. Y antes de que el alcalde de Angra do Heroismo, Álamo Meneses, cerrara este III Forum Mundial de la Cultura Taurina, el propio Wolff procedió a la lectura de las conclusiones, en portugués, francés y español, y que son las siguientes:
    “Desde Isla Terceira, capital taurina del Atlántico, los asistentes, participantes y organizadores del III Fórum Mundial de la Cultura Taurina, una vez concluidas las tres intensas jornadas de debate sobre la trascendencia de la tauromaquia en la sociedad del siglo XXI, llegamos a las siguientes conclusiones:
    Que la fiesta de los toros se sostiene sobre la base de valores esenciales que, si bien pueden haber perdido vigencia en la llamada era de la globalización, siguen ofreciendo vivos ejemplos de ética y autenticidad.
    Contra el adoctrinamiento de lo políticamente correcto, la tauromaquia se mantiene como una experiencia de belleza, pasión e inteligencia que debería ganar espacio como modelo de comportamiento para una sociedad que va perdiendo sus referencias esenciales.
    Los valores humanos, ecológicos, culturales, sociales, económicos, educativos y éticos que afloran de manera evidente en los distintos ritos taurinos representan por sí mismos una lección de vida, una perfecta guía alternativa a la deriva deshumanizadora de los difíciles tiempos actuales.
    Es, por tanto, obligación de las gentes del toro, tanto profesionales como aficionados, difundir con orgullo todos los valores de este legado cultural de siglos con una actitud positiva y sin complejos, reivindicándolos entre los indiferentes y frente a sus contrarios como argumentos incontestables que desmontan las manipuladas campañas que pretenden la desaparición de la fiesta de los toros.
    Es así que, en frase de uno los ponentes de esta edición, como indígenas de Terceira y de todos los países taurinos, muchos millones de personas en todo el mundo necesitamos del toro, ese animal admirable, para seguir sintiéndonos vivos.
    Con ese mismo afán, con el que se dio en llamar como el espíritu de las Azores, los organizadores de este Fórum Mundial de la Cultura Taurina les volvemos a citar para dentro de dos años en Angra do Heroísmo, centro geográfico del universo taurino, para seguir alimentando nuestra hermanada pasión con más trabajo y nuevas reflexiones.